Blog ACP nos filmes
- Lou Agnes Tedeia
- 28 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Este é um blog informativo e talvez divertido, onde as pessoas podem ler um pouco sobre seus filmes favoritos e entender como a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) pode contribuir para relações mais significativas, contribuindo para o desenvolvimento pleno das pessoas.
Tendo com base teórica filosófica a ACP, criei os textos com o que estudo ao longos dos anos e associo ao assistir alguns filmes.
Fique à vontade para contribuir com comentários, informações, sentimentos que os textos dispertou e etc.
Aqui vou escrever sobre a ACP e relacionar com filmes de animação voltados ou não para o publico infantil.
O meu desejo de criar um blog com esse objetivo surgiu a partir de um desejo de escrever artigos relacionando filmes, animações, com a acp.
A importância disso, ao meu ver, é para criar um espaço aonde pessoas possam estar lendo sobre filmes que elas gostam e conhecer mais sobre a Abordagem Centrada na Pessoa e seus impactos nas relações interpessoais.
A ACP é uma teoria criada no século XX pelo psicólogo Carl R. Rogers e seus colaboradores, no qual tem como princípio norteador o conceito de Tendência Atualizante. A ideia é que isso ajude as pessoas a se desenvolverem. E o principal é que não se baseia em técnicas pré definidas que se a pessoa não segui-las à risca não irá funcionar. Tem mais a ver com o jeito de ser de cada um.
Primeiro lembro que em um curso de introdução a ACP que fiz em 2014 pelo Instituto Carl Rogers em Recife/PE, em que os facilitadores Isabel e Guilherme incentivaram os alunos a assistir ali um filme e buscar encontrar cenas que pudessem ser relacionadas com as atitudes facilitadoras.
Inicialmente era um filme indiano de um garoto em idade escolar que enfrentava desafios no seu dia a dia para compreender os assuntos ensinados na escola e a relação que um professor tinha com o garoto meio que acabava incentivando ele a não desistir.
Em seguida, em uma disciplina de fenomenologia em que a prof pediu para formar grupos e simular um atendimento no qual apareceria uma demanda e a partir dos princípios da acp a gente fizesse as intervenções…

Preciso fazer uma conexão com o meu gostar de assistir animações. Uns dias antes dessa apresentação eu tinha assistido novamente “O corcunda de Notre Dame” e, como um insight, associei a relação que o Quasimodo tinha com as gargulas falantes de cima de Notre Dame. Aquelas estátuas mostravam em sua fala uma confiança na tendência à atualização daquele rapaz, confiava positivamente e incondicionalmente naquele ser humano, que por suas questões acabou tendo aquela aparência física. Eles agiam de forma congruente, autêntica, sendo eles mesmos naquela relação, e sem perder a empatia, iam de encontro com a compreensão do ser corcunda e percebiam a profundidade maior que havia naquele ser. Que estava apaixonado por Esmeralda, uma cigana que, por sua vez, também o aceitava incondicionalmente, o compreendia empaticamente e era autêntica naquela relação, sem duvidar da sua tendência formativa.
Assim, pelas próximas sessões, irei fazer o trabalho de encontrar em filmes já lançados, a minha visão em torno das atitudes dos personagens e o que alí tem de diferencial em suas relações interpessoais que o permitem ser facilitadores de outros seres animados para que eles se sintam mais acolhidos, mais fortes, confiar mais em si mesmos, não se sentirem perdidos, angustiados, mas irem de encontro com uma forma mais plena de ser, seja lá o que significa isso, pois para cada um funciona de uma forma completamente diferente.

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